domingo, 17 de julho de 2011
Happy Birthday
terça-feira, 17 de maio de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Hoje é dia do Martini Verde!
Todos tem histórias para lembrar, com as melhores e piores pessoas. Pode ser aquela pequena cartinha que recebeu aos 14 anos, a primeira vez que dirigiu, romances que aconteciam só na praia, a ajuda ao proximo, sair pra beber na praça. E isso inevitavelmente nos atinge de uma maneira franca. Pois aquilo não é o que pode acontecer, mas sim o que já aconteceu. Nos lembramos dos detalhes, das frases, dos gestos e de como aquilo nos fez bem. Assim como aquilo que nos fez mal, e nos faz ver como tudo pode dar errado e como podemos continuar de outro jeito. Outro caminho. Não podemos nos abaixar com as más lembranças, devemos ser firmes e achar alternativas de ver que a vida ainda pode continuar a ser linda. Também não podemos nos prender a lembranças passadas, apenas devemos sentir, recordar, e saber que mais memórias como estas virão. Hoje, foi feito o dia das lembranças, lembranças que vou guardar para sempre dentro de mim. Lembranças que me assombrarão em sonhos, que me farão refletir sobre toda a vida que vivi. Todas as minhas histórias, todas elas, sempre estarão guardadas comigo. As mais especiais lembro hoje, de todos os detalhes possiveis, para sim, poder ficar feliz, com aquilo tudo que me fez ser a pessoa que eu sou agora.
Histórias, nossas histórias. Apenas mais um motivo que nos faz enxergar um pouco melhor do que é a nossa pequena e limitada vida.
Feliz dia do Martini Verde para todos.
Principalmente você, que oficializou esse dia.
domingo, 7 de novembro de 2010
My conscience is the one who gets me.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Raise the Noise
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Stand Up
“Ha anos eu guardo esse sentimento por você, e por muito tempo deixei de tentar com outras meninas para poder ter a chance de poder tentar com você, não tive coragem o suficiente para falar antes isso, e infelizmente não consigo falar isso em frente ao seu semblante, deixo aqui registrado nessa pequena carta...”. Ela lia lentamente o bilhete que foi deixado em sua mesa, por seu grande amigo de anos, Daniel. Aos poucos ficou sem o que fazer, e começou a assemelhar tudo que já havia passado entre eles. Eles estavam terminando o terceiro colegial, e agora Julia começou a ficar quieta e pensativa. Depois de anos, onde até ela mesmo pensou sobre os dois juntos um dia, ele se declarou.
Continuou sentada em sua cadeira, com suas mãos em cima de sua bolsa que estava em seu colo, e olhou para a porta da sala e o viu entrando rindo com seus amigos. Ele ao mesmo tempo olhou e viu que ela já havia pegado o bilhete. Seu rosto agora ficara estático, foi em direção a sua carteira que era a duas da frente de Julia e se sentou. Ela o acompanhou com os olhos tentando disfarçar, mas não conseguia.
O professor entra na sala e começa a explicar as coisas. Em meio a toda confusão e o silêncio que estava na penúltima fileira, ele diz “Espero que tenha gostado” e abaixa a cabeça com intenção de dormir. Ela com um sussurro quase inaudível diz “Não sei o que pensar, desculpa.”.
Dado o sinal, Julia pega seus pertences e sem se despedir de suas amigas sai da sala. Vai direto para o carro de seu pai que o espera para levar para casa. Suas grandes amigas ficaram preocupadas com ela, e foram perguntar a Daniel o que tinha acontecido. Ele explicou que havia enviado um bilhete para ela falando dos seus sentimentos, elas todas adoraram, e ficaram muito felizes por ele gostar dela. E realmente, os dois tinham muito em comum. Ele foi mais despreocupado para casa, pensava que aquilo mexera bastante com ela, e estava com um espírito confiante de que tudo ia ficar bem.
Ela chega em sua casa e come duas bolachas salgadas, toma um pouco de água e vai para seu quarto. Desembrulha novamente o bilhete e o relê, começa a pensar sobre tudo novamente. Ele chega em casa e não vê a hora de pegar o telefone e poder ligar para ela, mas o medo começou a lhe consumir e ele perdeu a coragem. Julia começa a entender que talvez ela pudesse realmente gostar dele como ele gostava dela. Afinal seus feitos eram sempre juntos, sempre estavam felizes juntos, nunca haviam brigado e compartilhavam de tudo, até o chiclete de cada dia.
Passado um certo tempo, a sua turma da escola resolve fazer uma festa na casa de Alice uma de suas amigas. Foi então que os dois se encontraram. Ele estava tímido, e não conseguia conversar com ela. Ela tomou coragem e foi em direção dele. Suas palavras quietas foram “vamos dar uma volta”. O local era grande, e eles foram para fora da casa. Começaram a caminhar sem nenhuma palavra. Ele olhava afoito para ela e ela recebia com um pequeno sorriso nos lábios.
A coragem dele havia cessado, e ela começou a conversar sobre coisas banais, coisas de “que calor não?”. E ele apenas concordava. Foi então que ela tocou no assunto do bilhete.
- Desculpas por não ter falado antes, eu realmente fiquei surpresa – Disse Julia olhando para o rosto dele.
- Desculpas aceitas, mas eu que peço por não ter te contado antes. – Respondeu Daniel.
Passou-se mais cinco minutos de silêncio e os dois ficaram ali parados um olhando para o outro. Ela se sentou no banco que havia nos fundos da casa. Ele acompanhou ela e se virou para o lado.
- Eu pensei muito e realmente eu fiquei muito curiosa, acho que a gente poderia sair qualquer dia desses, isso se você quiser... – Dizia Julia com uma voz tremula. Ela começou a se importar muito com aquilo tudo, e estava quase decidida a dar uma chance para ele.
- Eu pensei a mesma coisa, vamos marcar algo sim. – Ele respondeu.
Depois de mais algum tempo, eles totalmente quietos, ela deu a idéia de voltar para a casa onde todos estavam e eles foram. Passaram alguns dias e houve uma pausa grande nessa história. Ele não ligou para ela durante dias. Ela não conversava direito com ele na escola.
Chegaram-se as férias. Visto que eles não iriam se ver mais todo dia passaram a se comunicar por telefone. Ela ligou da primeira vez, pois nunca mais recebeu uma ligação dele. Novamente tocaram no assunto de sair e nada aconteceu. Passaram-se semanas, e a comunicação começou a cessar.
Julia ficou confusa, não sabia o que pensar. Ela começou a pensar mais nele, e o realmente começou a corresponder a todo aquele sentimento do bilhete. Sua mente agora não deixava de pensar naquele que nunca saíra do seu lado.
Acabaram-se as férias e eles não se viram. Logo no primeiro dia de aula ele foi conversar com ela. Cumprimento-a e deu um sorriso. Havia muito tempo que ela não via aquele sorriso. Ele nunca mais tocou no assunto e ela olhava sempre com o intuito de falar sobre.
Foi no terceiro dia de volta as aulas, que ela estava na biblioteca da escola com sua amiga Alice que ela entendeu algo que não era para entender. Passou uma garota muito bela na sua frente, seu nome era Linda, e ela estava muito contente. Ela olhou para Julia e disse “É você a Julia não? Foi você que desprezou o meu namorado haha”. Naquele momento para Julia o mundo parou, ela não conseguia imaginar o porquê daquilo ter sido falado de maneira tão insensível. Mas para Alice que acompanhava, foi totalmente diferente. Ela entendeu que foi Julia quem deixou isso tudo para trás.
Elas foram para a classe novamente. Enquanto Julia estava deitada na carteira, Alice contava para suas amigas sobre o que aconteceu. Elas ficaram sem reação e olhavam Julia com um certo desprezo. Foi passando o tempo, todos começaram a esquecer um pouco. Mas Daniel olhava com desprezo para Julia.
Ela nunca mais falou do assunto com ninguém, quando alguém vinha comentar algo, ela simplesmente menosprezava e deixava para lá. O seu sentimento era de que aquilo nunca devia ter acontecido. Ela começou a pensar em suas férias, dos meninos em que ela rejeitou para poder ficar com ele. Ou até para não magoar ele. Ela sempre pensava nele depois de descobrir o sentimento dele.
Após algumas semanas os seus amigos voltaram a falar mais e mais do assunto. Julia não sabia realmente o que fazer. Começou a ficar perdida com tanta insistência. Seus sentimentos eram de que ele apenas ficasse bem, que ele apenas ficasse feliz e ninguém mais falasse sobre nada.
Era intervalo, depois de alguns dias. Julia e suas amigas estavam no ginásio de esportes, sentadas na arquibancada. Ela parecia cabisbaixa aquele dia, e Alice reparou. Alice começou a comentar sobre Linda, e suas outras duas amigas continuaram o assunto. Julia pediu para se retirar e estava indo.
- Então você vai fugir dos seus problemas? Você os causa e agora quer se fazer de vitima? – Disse Alice para Julia que agora já estava de costas.
Julia agüentou a primeira provocação e deu mais dois passos.
- Destruidora de corações. – Dessa vez houve um tom maior.
- Você pode pensar o que quiser sobre minha pessoa, pois eu sei que estarei bem. Você pode me atirar pedras que eu não as deixarei entrar. Os meus sentimentos são realmente os meus sentimentos. Eu os escolhi, e eu lutei para que tudo acontecesse bem. Vocês podem ser minhas amigas, que eu cultivei com tanto carinho, mas peço de coração que não machuquem aquilo que eu transformei em amor. Eu sim tive intenção de que tudo acontecesse bem. Eu nunca tive a intenção de ser uma destruidora.
Houve um pequeno silêncio. – Você diz com firmeza o que sente, então conte para a gente o que aconteceu. – Disse uma das meninas.
Julia gastou mais de meia hora explicando aquilo tudo. Elas perderam o horário de voltar para a aula. As três que acompanhavam Julia finalmente entenderam o porque de tudo. Naquele dia, as quatro não voltaram para a sala. Entenderam que Julia precisava de apoio todo esse tempo. Ninguém tinha ficado do lado dela desde o principio. Seus ideais, suas vontades foram subjugadas. Elas foram para casa de Alice, onde teve parte da historia. Mas aquele dia elas não falaram de Daniel e de menino nenhum. Ficaram conversando sobre roupas e tomaram muito sorvete aquele dia. Até Julia que sempre tinha seus conceitos de regime.
A partir daquele dia, Julia não mais foi desprezada. Teve o apoio de todos e não mais se sentiu sozinha. Hoje ela é uma advogada de sucesso, seus atos e opiniões sobre os assuntos fizeram dela uma pessoa extremamente conceituada. Solteira por opção, com seus 27 anos, ainda não achou ninguém a sua altura para começar um relacionamento. Aquele tempo de menina sempre a fazia refletir sobre o real amor e todos os seus afazeres.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
My Blue Heaven
Agora tudo parece estar normal, onde era para estar. Um ano novo está para vir, e com ele vai trazer algo padrão, algo rotineiro. Quatro anos irão passar, depois de formados entenderão o porque de não estarem lutando juntos. Não poderiam, pois escolheram levar caminhos diferentes, caminhos que escolheram de acordo com o que sentiam, pessoas tolas. Depois de quatro anos vão entender como erraram, mas não vão poder fazer nada, afinal, não contem mais nenhum laço para saber onde o outro está. Mais quatro anos irão se passar, e conforme pensado, ele estará casado, com alguma pessoa e pensando em ter um filho, em um apartamento não muito grande em uma área nobre de sua cidade natal. Já ela estará com o seu noivo, pensando se será uma boa se casar, depois de ter se tornado uma grande engenheira. Com trinta e dois anos, ele é convidado para uma grande palestra no maior hotel da cidade, onde estarão reunidos os maiores engenheiros da região, ele que pensava que quase havia desistido dos seus estudos, começou a dar valor a tudo que passou para isso. Quando chega ao recinto, não se incomoda com as pessoas que não conhece, e no grande salão onde todos estavam olhando para o palco, enquanto o anfitrião falava, ele olha para sua direita, e nunca mais se esquece dessa cena. Ele ficara abismado, que com os trinta anos que tinha, não havia parado de pintar mechas do cabelo de azul, mas via que se tornará uma grande mulher, e que o óculos ainda deixava ela muito bela. Após ter voltado seu rosto para a atenção do anfitrião, ela olha para a esquerda, e não muito longe abre um grande sorriso, algo que não fazia geralmente, e pensa em correr até ele, mas se lembra, está acompanhada de seu noivo e fica estática. Vão para casa, e seus pensamentos são os mesmos, "tomará que esteja bem". Mais um ano se passa, e a cena não parava de repetir consecutivamente em suas cabeças. Em um dia de feriado, ele passeia com sua família, sua filha de 2 anos e sua mulher de trinta e quatro, em uma praça da cidade. Compra para sua pequena um colorido balão, e fala para sua mulher cuidar dela um pouco, já que ia para o banheiro. Mas sua mente estava em outro lugar, acende um cigarro e começa a sair pela praça sozinho. Por ironia ou não do destino, vê novamente ela, que estava sentada junta de seu agora marido. Depois de treze anos, ele toma coragem para dizer um "oi, como vai a vida?" apenas para desencargo de sua consciência. Quando chega perto o homem olha para sua cara e pergunta "Perdeu algo aqui senhor?", nisso os olhos de sua amada começam a virar em sua direção. Enquanto a cena ocorria ele falou "Sim, talvez, quem sabe o amor da minha vida". Ao ouvir a voz a mulher olhou rapidamente, enquanto ele já havia virado as costas, mas para ela, aquele cabelo era familiar. Ela se soltou dos braços de seu marido e levantou, ouvindo os suspiros ele para. Lentamente olha para trás, eles se olham novamente um para o outro depois de treze anos. Ficam estáticos enquanto, ela cede e corre para seus braços. O abraço é forte e duradouro. A mulher dele aparece com sua filha e também observa como o marido dela faz. Os dois não se preocupam com o mundo lá fora, mas apenas com o calor de seus corpos. Ele começa "desculpa..." ela termina "não foi culpa sua...". Depois de alguns minutos mergulhados em um pensamento único e profundo, se olham novamente, mas não podem fazer nada. Estavam estáticos, pensando no que fazer, no Natal de treze anos atrás, enquanto ele cedia, sem achar uma solução melhor para ambos.