sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A música que deslocou minha mente! Super Beaver - [らしさ] (Rashisa)

Eu não sou de escrever textão, até pensei em escrever isso no facebook, mas não me senti muito a vontade mas queria muito, muito escrever novamente. Então pensei, porque não escrevo no blog? É, uma boa ideia.

Eu desisti de escrever já fazem uns 4 anos, perdi o libido da coisa, perdi as ideias, a forma de ver o mundo. No começo achei que fosse por algo perdido, ou por algo que não me satisfazia mais. Mas se for para parar pra ver, eu parei porque eu entrei na rotina. Trabalho a 6 anos no mesmo lugar, não mudou muito as coisas que faço e continuo sendo o mesmo assim. Não gosto de estudar, sempre que começo a faculdade penso em faltar e trancar. Falta 1 ano de estudo para eu me formar, eu poderia ter sido um engenheiro a alguns anos já. São más escolhas que fiz, e até hoje com certeza isso me assombra. Meu trabalho é uma rotina, e quando estou em casa eu faço meus vídeos e até eles quase viraram rotina, mas não deixei isso acontecer, afinal tento me renovar a cada um que faço. Rotina é algo chato, é algo sistemático e faz o seu estresse mostrar o verdadeiro lado. Eu tenho sorte, dos amigos que tenho, por me aguentarem do jeito que eu sou. Todos tem problema de estresse, vida adulta é assim, te corrói, te mostra a verdade e você tem que acreditar, não é uma escolha. Então o que nós adultos fazemos, é ludibriar esse estresse, fazendo coisas que nos fazem bem para ameniza-lo. E nesses dias de rotina, eu encontrei uma música, na verdade essa música é a abertura de um anime chamado Barakamon, não vem ao caso falar muito sobre o anime aqui, pois eu já o vi ano passado.



Eu sempre vivia dizendo que eu estava mal, que precisava sair dessa rotina maldita e ir atrás de coisas novas. Enfim, tentei, gostei e cai na rotina. E quando eu encontrei essa música ontem, eu falei "Nossa, que música boa, que clipe bom! Nossa, o que será que essas pessoas que aparecem no clipe quer dizer, o que será que esse manequim quer dizer? Nossa, vou procurar a letra"

Diante de tantos "nossas", eu fui atrás da letra (que está ai embaixo).
Eu não me lembro, da última vez que uma música me fez querer chorar. Mas hoje eu chorei, sim eu chorei por escutar uma música, sim eu chorei por me identificar tanto com a letra que a minha única alternativa emocional foi de deixar as lagrimas rolarem, e por momentos pausar o clipe e falar comigo mesmo "O que aconteceu comigo?".

A primeira frase da música é: O que é ser "você mesmo"?

Aqui, você já começa a se perguntar, o que é ser eu mesmo? E a música segue com:

"Ser diferente dos outros", em letras garrafais
Foi o que vi escrito
Na capa de uma revista.

Ser diferente dos outros... É realmente eu sou diferente dos outros, eu me pego pensando nos meus gostos, vontades e paixões. É eu sou diferente dos outros, sou mais tímido com quem não conheço, me permaneço anonimo com muitas situações, ignoro calado ideias e pensamentos diferentes do meu, aceito as pessoas como elas são, aceito até coisas irracionais. Mas a música continua...

Assim como nós mudamos,
O que queremos proteger também muda.
Pode ser um tesouro que não precisa de explicação
Ou mesmo a imagem que prezamos para sermos aceitos

Ao nos tornarmos adultos
Mais o número de arrependimentos aumenta...
Mas, mesmo assim
Há sempre um aprendizado novo

Eu posso dizer que sofri uma mutação emocional nos últimos anos totalmente insana. Do tipo aquele que se preocupa, com aquele que não se importa. É engraçado que realmente o que quero proteger hoje é totalmente diferente do que quis anos atrás. E é totalmente incrível como é um tesouro que não precisa de explicação. Existem coisas que são nossas, só nossas, ninguém precisa saber, ninguém precisa concordar! E o que eu guardo, os meus tesouros são meus! E eu vou proteger com a maior vontade e vigor precisar!

E quando nos tornamos adultos? Aumenta nossos arrependimentos. Anos atrás nos eramos pessoas que facilmente mudávamos de opiniões, hoje, temos opiniões formadas, nos aborrecemos pela vida dar com dois chutes no nosso peito quando falhamos. Nos sentimos mais responsáveis pelo nosso dinheiro, pelos nossa falta de estudo, falta de carinho, falta de comprometimento, falta de evolução. E isso tudo volta na nossa rotina, nosso estresse. É um grande ciclo. Mas mesmo assim há sempre um novo aprendizado!

Essa foi com certeza a frase que mais me marcou. Eu converso com um amigo no trabalho (parabéns alías), e nós sentimos muito a necessidade de mudança, de não gostar do que fazemos, de não evoluirmos. E aí, vem a parte que me descreve:

Em meio a suor e lágrimas você tem que trabalhar duro
"Sem personalidade" é o que os outros mais dizem
Como um espectador, dá um passo atrás para manter o anonimato

Eu não tenho muito o que falar, é simplesmente auto explicativo.
Mas espere...

Mas espere um segundo! Este céu estrelado
Não é diferente do que era no mesmo dia
Tenho certeza de que esse tesouro, mesmo que eu nunca entenda
Ainda é precioso agora

Esse tesouro mesmo que eu nunca entenda é precioso. Só temos uma vida! Você consegue entender isso? Não! E mesmo assim nós trabalhamos, estudamos, vamos atrás do melhor, porque não queremos que a vida acabe desse jeito, então quando estamos nessa situação, olhe para tudo o que tem para ser explorado, pra ser vivido. Falo isso para mim agora, deixe sua preocupação de lado! Desfrute o máximo que pode, em todo momento que puder! Esse mundo é amplô, tem N áreas para serem encontradas, pesquisadas, vividas. Países, culturas, lugares! Nunca se dê por vencido!

A mudança é assustadora, mas eu também odeio esses dias imutáveis
Querendo mudar, mas não consigo
Acabo lembrando de como eu era quando criança

É como se eu perdesse as coisas de vista, até o jeito de me expressar
Eu acho que eu estava preocupado com a frase na capa daquela revista
Mas, mesmo assim, temos de notar o aprendizado tirado de lá

Temos medo de mudar, temos medo de perder aquilo que temos. Temos medo que não vai dar certo, temos medo de fracassarmos. Mas coloquemos na balança, qual é melhor? Esse medo de fracasso, ou essa rotina aterrorizante? Essa é a placa que divide nossos caminhos, mudar ou não? Acho que aqui não posso falar firmemente do que possa ser melhor. Isso é pessoal, e algo que não experimentei. Mas estou aqui, exatamente nessa bifurcação, e posso dizer que é algo incrivelmente difícil de se escolher.

Digo aqui, vou me dar um ano! Um ano para responder isso aqui novamente. Irei retornar ao blog essa data e dizer qual foi a minha escolha.

É por isso que eu vou ser eu mesmo e você também será você mesmo
Não acho que seja algo que devamos começar de novo só para encontrar
Eu não sou como você, e você não é como eu.
Entendendo isso, juntamos nossas mãos; e bem ali nasce o amor
É assim que funciona

Enquanto isso, fica o refrão pra minha vida atualmente.

Eu espero de verdade lembrar dessa música para sempre!

Super Beaver - Rashisa

terça-feira, 10 de abril de 2012

April #02

Existe algo barulhento dentro de mim. Algo que me faz sentir bem comigo mesmo. Que me acelera, me faz mergulhar em sentimentos que não existiam, ou eu achava que não existiam. Existe algo frustrante dentro de mim, que me faz ficar acordado por horas pensando. O sentimento de buscar o que realmente é a vida. Por dentro é um monstro, um ser sobrenatural que não para quieto um segundo. Que dilacera tudo o que tenho por dentro, buscando respostas, buscando alternativas, sonhos e desejos. Por fora, apenas mais um ser normal nesse mundo escuro. Um mundo onde poucos brilham, e muitos fazem brilhar. Olho para todas as pessoas que passam, e sei que em cada pessoa existe outro ser dentro delas. Existe algo que as fazem inquietas por dentro. E todo dia é a mesma coisa, pessoas com semblantes tristes, sérios apenas seguindo uma regra do estereotipo de fora. Muitos e muitos invernos irão se passar e tudo permanecerá do jeito que está. Teremos novas descobertas, teremos mais facilidade, mas e dentro de nós? Iremos permanecer do mesmo jeito. Cada ser humano pensando do jeito que lhe convém. Cada ser humano querendo descobrir o mundo lá fora, e apenas seguindo costumes que fazem prender o nosso ser interior. Sentimos de todas as maneiras o que é nos passado por fora, jogamos para dentro para que esse ser possa pensar por si próprio e te trazer alguma resposta. Hoje aqui, meu ser de dentro saiu um pouco para fora. Hoje tento passar o caos que vivemos e que irá continuar no mesmo caminho. Haverá um momento em que nossos interiores irão nos dominar e sair com toda a força para mudar esse mundo escuro?

Sinto leves rachaduras sobre meu corpo todos os dias, espero que tenha coragem para ser dominado pelos meus sentimentos novamente. Sou um ser frio por fora, sim eu sou. Quero voltar a ser como era. Quero poder sentir sem nenhum medo de me machucar, e se machucar, sentir essa dor para que possa me erguer. Quero abraçar minhas vontades, desejos e sonhos da maneira que sempre fiz. Quero poder ver um novo futuro, que eu busque tudo de maneira incrivelmente forte. Preciso quebrar minha armadura, não aguento mais viver nessa mesmice de mundo. Meu mundo está precisando ser refeito.

Sintam comigo.

"Please somebody tell me why nothing feels real anymore? when I would die to feel anything..."
We Are the Emergency - Coloured Pastels - Racing Hearts

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

I Was so color blind

"I've been searchin all my life I used to be so color blind you opened up my eyes
Do you want to share your dreams, see a different side of me your everything I need

I like it when you think out loud
the things you say when you know
there is no one else around
I can dig my own graves now
but will you smile every time
I try to crawl my way out

There is no one like you
and in a world of black and white
you are the only on in color
There is no one like you
into history I slide
I want you to keep it all uncovered
you are the only one in color

You know when to set that mood, you can light up any room just by the way you move
the only one who understands what I've given you you've given back come on and take my hand

you turned an old world upside down
A wave of calm when I was so tightly wound and so full of doubt I'll never tell you that
two's a crowd I know I can't get through without ever needing you around"


Trapt - Only One In Color

Já faz 1 ano (:

terça-feira, 27 de setembro de 2011

What I Wished I Never Had

"The sun fell down again last night on my anger
The sun fell down again last night on frustration
And on my spite..."

As vezes nos sentimos tão vazios que esquecemos de tudo e nos deixamos levar. As lagrimas caem devagar, sem sentido, apenas buscando o chão. Afinal o que é esse todo pesar no meu peito que me assombra desde sempre? Talvez eu tenha tanto medo que não consiga nem sair do lugar. Talvez também eu tenha perdido quem eu sempre tive comigo. Talvez...
Sempre que acontece algo novo, sempre que tenho a chance de recomeçar, eu nunca recomeço. Não consigo abraçar meu futuro, desfazer dos meus defeitos, me sentir melhor comigo mesmo. Minha vida é a mesma merda de sempre. Sempre as mesmas coisas, sempre os mesmos afazeres. A unica coisa que muda a cada dia, é como eu me distancio mais das pessoas. O que há de errado comigo? Estou incapacitado para poder sair do chão?
É estranho esse sentimento de que queremos mas não fazemos. Há muitos motivos por não fazermos, mas o mais forte é o medo. Começamos a lembrar do passado e de como tudo poderia ter dado errado. Nos seguramos no lugar para não cometer as mesmas besteiras. E as mesmas besteiras acontecem novamente. As mesmas besteiras de ficar parado. É difícil, mesmo com todas as pessoas estando ao seu lado, ou pelo menos parecerem estar, você não conseguir sair do lugar. Faz quanto tempo que não dou boas risadas ao lado de meus queridos amigos? Faz quanto tempo que não me sinto mais bem vindo por eles? Faz quanto tempo que eu me sinto tão sozinho? Estranho lembrar do passado, onde não haviam tantos impedimentos e podíamos fazer qualquer coisa, e mesmo assim saber que não estava realmente no ponto certo.
Qual é o ponto certo? Qual é o meu objetivo? Quando foi que eu parei de questionar meus limites? Será que eu virei uma pessoa tão ranzinza e tão cedo?

Cadê meus sentimentos?

"I've died inside every time I tried to lie to myself about feeling alive."

Como eu queria poder me desfazer dessa preguiça, desse medo de ir atras. De ter medo das pessoas, e do que elas pensam sobre mim. Como seria bom ser apenas aceito como eu sou, e não ser apenas mais mero coadjuvante.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Encontro

Imagine-se perdido. Na realidade nem precisa se imaginar perdido por todos sermos perdidos por natureza. Vocês sabem do que eu estou falando. Sabe daquele sentimento ruim que nos ataca e nos faz querer pelo menos buscar uma tentativa frustrada de satisfação pessoal. Existem diversos tipos de pessoas que ao mesmo tempo fazem diversos tipos de coisas para suprir essa necessidade. Um dia estive em meu maior labirinto. Me sentia sufocado com tantos problemas mas nunca deixava-me cair ao chão. Segurava em alguns suportes que encontrava e isso me fazia levantar aos poucos. Não exagero que esses suportes me tornaram outra pessoa e comecei a me sentir mais desejável. Foi então que você apareceu como mais um dos meus suportes, me fez sentir seguro e feliz por aquele momento. Só por aquele momento. Você quis me erguer novamente, assim como eu quis te erguer, mas naquele momento tudo parou. O meu suporte desmoronou e tudo me parecia estar fora de rumo. Te vi triste, quase chorando. Por ser forte não derramou uma lagrima. Me desprezava como se fosse o maior monstro que poderia ser. E sim, naquele momento eu era. Ao mesmo tempo em que você tomava o seu fôlego eu me reconstrui. Me lembrei da doce vida que levava e de todos os meus sonhos. Te falei para acalmar, eu estava ali para conversar. Aquela pequena mulher começou a se abrir, talvez em um dos seus únicos momentos de trauma. O monstro que ali estava se transformou em apenas um observador. Escutava e olhava, não falava nada. E ela contínua, não desperdiçava nenhum momento de raiva. Sua história era triste. Quem não teve uma história triste? O observador desorientado começou a se entender naquelas palavras que ela jogava de dor. Começou a perceber que o seu labirinto era o mesmo que ela estava enfrentando. Não abriu uma vez a boca. Esperou a pequena moça terminar de falar para poder assim começar a conversar. O observador virou psicólogo. Tentou de todas as maneiras acalmar, com palavras doces e sutis. Ao mesmo tempo em que falava palavras confortantes, não se via mais em um labirinto. Na realidade, depois de tantas palavras que só buscava a felicidade, ele encontrou a saída. Naquele momento ele percebeu o que ele realmente almejava estava bem a sua frente. E não digo em apenas mais de um suporte, mas sim do alicerce inteiro. Sua casa estava construída. Ela escutava com vontade suas palavras e sentada num divã da vida em seu pensamento ela entendia. Entendia porque não era nada mais do que a realidade. Dançava nas notas das palavras que saiam da boca do psicólogo. Começou a entender o porque de estar novamente ali. Não foi ali para sua satisfação pessoal. Foi ali encontrar a sua satisfação compartilhada. Ela abriu vários sorrisos, assim como ele os recebia e transmitia de volta. Os dois naquela hora, pisaram na linha de saída do labirinto. Ela pediu um abraço, ele se esquivou um pouco, pois um psicólogo não poderia interagir com sua paciente. Depois de uma certa insistência ele não se via mais como psicólogo, e sim como um amante. Ela pensou a mesma coisa, foi um beijo calado e doce. Ela foi embora rindo e ele aliviado. Aliviado de soltar todas as suas dores para fora.
Dias depois eles estavam juntos novamente, e esse sentimento crescia a cada estadia juntos. E como pode um sentimento tão grande não parar de crescer? É essa a resposta que os dois buscam. E enquanto eles não encontram, compartilham dessa imensidão de alegria, fazendo um aprendizado mutuo. No momento em que mais duas pessoas poderiam cair foi que elas se levantaram. Uma de cada jeito, mas ao mesmo tempo em conjunto. Agora eles não precisam mais de satisfação. Eles simplesmente deixaram de lado e fazem a felicidade tomar conta desse pedaço perdido. Perdido e muito bem preenchido. Preenchido que nunca mais será levado. Passem anos, décadas, séculos, ele estará intacto.

Dedicado a ela (:

domingo, 17 de julho de 2011

Happy Birthday

Hoje, no fim da noite eu percebi. Faz-se um ano, um ano desde das piores coisas que me aconteceram na vida. Hoje também eu tirei uma pedra, na realidade essa pedra não é apenas daquilo que faz aniversário hoje, mas sim o que aconteceu no mês seguinte. Talvez coincidência, talvez a hora certa. Na realidade eu me lembrei hoje olhando pela janela, depois de um dos dias mais felizes de toda minha vida. Depois de ter algo para poder pensar, comecei a pensar em toda a minha vida. Eu estava realmente feliz? Tendo tudo que queria eu realmente estava feliz? Onde meus sonhos foram parar? Alguém escutou tudo o que eu tinha para falar. Na realidade eu fiz a escolha certa de tirar essa pedra do meu peito. Eu estava deitado, com um bloqueio que não conseguia tirar de cima de mim, apenas enfrentando meu medo, talvez, eu conseguisse sair. E sim, eu consegui sair. Faz um ano, um ano. Um ano de puro sofrimento queto. Um ano em que eu não conseguia me mover. Um ano que as pessoas me olhavam com certo desgosto.
A meio ano aconteceu com certeza uma coisa maravilhosa. Logo irá fazer 6 meses. E para esse certo alguém que eu consegui deixar as coisas de lado e voltar a ser quem eu era. Tomei uma decisão. Meus sonhos voltaram e neles eu pensarei diariamente. Com saudade de mim mesmo estou. Eu um dia fui feliz e me importava com os outros, hoje me finjo de feliz para que não se preocupem comigo e nem eu me preocupar com os outros. Me sinto chegando cada vez mais, voltarei a ser o mesmo sonhador novamente. Voltarei a questionar a minha e a vida de quem quiser me procurar para qualquer coisa. Voltarei a ser quem eu sou. E a partir de agora uma nova vida nasce.