quinta-feira, 27 de julho de 2017

Adventure Spirit

Vamos falar de música. Música que envolve, que encanta e que te faz viajar. Te leva a sentir coisas que fazia tempo que não sentia. Te faz acreditar novamente em amor, em sentimentos e preza por isso. Yvette Young, obrigado. Eu já havia escutado algumas músicas suas, mas hoje parei para escutar todas e acompanhar as letras (e as sem letra também). E com certeza reacendeu algo dentro de mim que me fez sentir tão bem comigo mesmo que não sei como agradecer de forma generosa, mas obrigado por alegrar meu dia como eu não sentia há um tempo. Sinto nas suas músicas, uma verdade enorme, algo que se faz com o coração. Obrigado por nos dar essas músicas para podermos saborear a cada nota e a cada palavra.
Vou passar o dia escutando, mas com certeza "Tender" e "Holiday" ganharam meu coração. Eu passei a acreditar que talvez um amor não fosse possível depois de algum tempo, acho que ser adulto nos faz assim. Eu acredito muito em amor próprio, e me sinto completo com isso. Mas acreditar que o amor pode ser compartilhado estava um pouco apagado nessa geração perdida. Eu sei que amor próprio é o principal para tudo, mas lembrar que podemos fazer o dia do outro melhor, que podemos amar os outros sem medo, não tem preço. Eu sempre me dediquei para os outros, e ultimamente venho me dedicado mais a mim. Acho que encontrei o equilíbrio. Acho que encontrei um motivo muito forte em conseguir entender um pouco mais a vida.
As vezes nós passamos tanto tempo pensando, planejando, que esquecemos de viver agora. Pensamos tanto em nossas contas a pagar, nossos problemas em casa e no trabalho que esquecemos o quão bonito o mundo pode ser, cada detalhe que passa despercebido. Hoje sinto o equilíbrio, e espero sentir sempre. Não vou negar meus afazeres, mas vou sonhar mais como eu deveria sonhar. Vou buscar a luz quando eu deveria buscar. Me sentir bem em momentos que não me fazem bem. Lembrar das pessoas que me rodeiam quando achar que estou sozinho. Agradecer, sempre que possível, por cada detalhe lindo que ocorre a todo momento. E saber que posso compartilhar toda minha gratidão de estar vivo com todos.

Everyone needs an escape sometimes...



"I don't know how to feel
I don't know how to face my future
Growing up is tiring, living for now is all I can do

I don't understand these rules
I just wanna speak with my heart
I don't wanna tone it down
I just want to do what feels real"

terça-feira, 25 de julho de 2017

Continue?

Eu nunca cresci em tão pouco tempo. A ponto de ser rejeitado, sentir-me sozinho e não tirar o pé do chão. Não consigo mais me entristecer tanto com coisas que parecem banais. Eu acho que demorei para isso, coisas que muitas pessoas próximas sempre mostraram serem capazes de superar de maneira fácil. Passei por muitas coisas ruins no passado, sempre mudei, mas nunca como agora.
Sempre achei que eu tinha uma empatia boa, mas acho que estava enganado. Quando em relacionamentos passávamos por problemas, eu geralmente pensava muito em mim. Sempre tive empatia quando a história não me envolvia. Mas quando acontecia comigo, sempre meu mundo desabava. Eu não sei se estou ficando calejado a coisas ruins, ou se estou mais maduro mesmo. Não venho me importando mais com rejeições, acho que agora eu sei o meu valor, a ponto de não ficar pensando que eu estou perdendo. Talvez esteja até um pouco mais egoísta, mas eu consigo entender os outros por conta disso agora.
Há um bom tempo alguns dos meus conselhos para meus próximos era que o tempo curaria as feridas. Acho que hoje se prova o contrário. Claro que foram alguns meses para me calejar um pouco, mas em comparação com antigamente, eu estaria indignado das coisas serem ruins para mim como se fosse só comigo. Não é só comigo, todos passam por situações indesejáveis. Sempre olhei para todos como observador, e sabia sim que existia um universo inteiro em cada pessoa. O problema era só quando o meu universo não tinha um fluxo certo. Nenhum universo é assim. Mas precisamos sofrer acho, se não sempre ficaremos presos a lembranças boas. E achar que sempre a vida nos fornecerá felicidade.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

You always said that we would win the lottery someday

É foda como as coisas que acontecem a cada dia, mesmo tendo o seu valor, nos mostra o quão pouco progredimos. A cada momento que passa eu sinto mais perdido. Eu gosto de como eu estou, de gostar de mim, e saber que sei fazer algumas coisas que faço. Mas eu quero mais. Pode parecer um pensamento bom, mas eu ainda acho que há algo de errado em tudo isso.
Eu sei que minha vida não é das melhores, nem das piores. Sei que posso fazer muito que outros não podem, mas faço? Esse sentimento de imediatismo me fode. Essas expectativas que eu crio na minha cabeça me fodem muito mais. Odeio saber que meus sonhos só me mostram tudo que eu não vou ter. Afinal, qual o motivo de até sentir algo que poderia ser? Esse sentimento de satisfação não adquirida só me faz não continuar.
Me odeio por isso talvez, eu sei que eu sou o problema, minha mente é minha inimiga. Me sinto satisfeito em pensar nas coisas que poderia ser e fazer. Que merda. Ao mesmo tempo que escrevo isso, eu já pensei em todas as coisas que eu gostaria, e tudo sempre fica para amanhã. Eu sei que são tantas coisas juntas que me impedem de ir atrás. Mas a pior de todas, com certeza é a aceitação na sociedade. Que merda de novo. Eu não tenho que provar isso pra ninguém, só para mim, e eu mesmo não consigo sair. É uma explosão de sentimento tão absurda, que me deixa pensativo por horas e horas.

"Eu penso, que eu pensava muito sobre o que eu faria. Pensava muito sobre o que eu seria, mas até hoje em dia eu fico tenso, penso, sem saber se devo mas percebo que eu ainda tô pensando se eu escrevo e no que eu escrevo. Mas foda-se, eu me atrevo." (Froid - No Mundo da Lua/Abraço)

Só falta eu me atrever mais. Foda-se o que eu pensar sobre isso. Já escrevi uma vez sobre o inesperado. Vem que eu não tenho mais medo de você. Vem que hoje eu não vou mais recuar. Como a tatuagem que quero fazer a anos, com a frase "No Regresar". Não vou regredir, nunca mais.