terça-feira, 2 de maio de 2017

Perfect Pillow

Sinto dores que não são aparentes, dores que me ensinam a viver, dores que me calejam. Na busca incessante da felicidade, temos tantos caminhos que nos perguntamos qual seguir. São escolhas, nossas escolhas. E não importa se aquele caminho é tortuoso, cheio de atalhos ou limpo. Deixamos nossa história ser escrita a cada passo, a cada momento. As vezes escolhemos o caminho mais difícil, pela emoção, adrenalina, pela certa dor. O importante é que sim, sintamos dor.
Não vivemos um mundo de mil maravilhas, nem uma vida em que possamos ser felizes a todo tempo. As vezes me escondo, me sinto melhor assim. Sinto estar completamente preenchido em alguns momentos, mas outros, me sinto tão vazio. O fato é, nossa vida não é feita de apenas um caminho. Não deitamos todos os dias e usamos do nosso travesseiro perfeito para guardar nossas cabeças. Deitamos cada dia de uma forma diferente, e isso que torna interessante o ser humano. O poder da escolha. Poder que nos deixa até escolher nossas felicidades. Sim, isso é uma opção, como também pode não ser. Se você se sente satisfeito com sua vida do jeito que está, com as pessoas que te rodeiam ou até pelo fato de ser sozinho, você optou por esse caminho de felicidade. E ninguém pode te dizer o contrário. O que é de fato corrompido pela sociedade, é que precisamos de alguns pontos essenciais para sermos felizes. E isso é uma mentira. A vida quem faz somos nós.
Mas afinal, somos realmente felizes? Ontem me disseram que sim, somos, e que melhor ainda, podemos escolher essa felicidade. Tudo que acontece em nossa vida, sempre vai haver um lado bom e um lado ruim. Um término de namoro, uma inimizade, um desemprego, ou até quando bate o dedinho na quina da mesa. Podemos escolher se podemos ficar preso naquela situação, e não levantar a cabeça para a superação. Mas também podemos escolher, ver que podemos entender e ser ensinado por cada situação, as vezes não era para ser, as vezes você errou no trabalho e não havia notado, as vezes você precisaria estar usando tênis para não bater o dedinho. E isso é o ensinamento, algo que você também pode ou não levar para a vida, por exemplo eu não usaria tênis a todo momento. Todas essas situações, de rejeição, de desgosto, mesmo sendo dores, elas vão te mostrar que é isso mesmo e que a vida segue. O que você vai levar de proveito com isso, é sua felicidade. Em tentar não falhar de novo, pois nunca seremos perfeitos.
São as dores que nos mostram todos os lados da moeda. É muito mais fácil falar de uma dor, do que falar de uma felicidade. A dor ela é muito bem descrita em você, ela é aparente de uma forma preocupante, e você se lembra da maior parte dos detalhes. As pessoas que você compartilhar essa dor, não sofrerão da mesma forma que você e podem te ajudar a superar ela. Já uma felicidade, ficamos tão embasbacados com a nossa alegria, que as vezes esquecemos dos detalhes, e quando compartilhamos, as pessoas ficam felizes por ficar, pois muitas das vezes elas não conseguem entender completamente aquele motivo.
Claro que vivemos em uma sociedade em que devemos ser felizes, nos apresentar felizes, com um sorriso no rosto por muitos motivos. E que isso muitas das vezes é uma mascará, pois ter tristeza as vezes é até considerado um tabu. E é por isso que eu sinto a necessidade de escrever, para mostrar que não, podemos ser quem a gente quer ser em qualquer ambiente. Para lembrar que mesmo com uma sociedade fútil, que muitas vezes faz mais mal ao mundo do que bem, eu fazendo a minha parte, demonstrando minhas emoções, e sendo gentil, sendo ético e moral, sendo verdadeiro, posso fazer o dia de outra pessoa melhor, seja ela um amigo, ou até um desconhecido.


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