quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Noah's destiny - pt 1

“Dragões, dragões...” – Era o grito que ecoava na madrugada no meio do mês de agosto, no pequeno vilarejo de Ingda. Noah, despertou com sua mãe em sua fronte e com sua irmã, Lina, no colo. Sua mãe não dizia nada, e ele questionou o por que dela estar quieta, ao mesmo tempo que escutava o alarme do lado de fora da cabana. Então sua mãe saiu do modo estático que estava e disse “Cuide bem de sua irmã e vá atrás de seu pai, sinto nos meus últimos suspiros que ele saberá o que fazer”. Começou a cair lentamente no colo de seu filho e ele ficou abismado com a cena e deu um grito de criança, no qual começará fraco e aos poucos sua voz foi ficando mais forte e intensa, começou a lembrar o rugido de um tigre.

Após segundos de desespero sua irmã puxa seu grande cabelo roxo e sorri para cima. Ele a fita com os olhos e promete pra si mesmo “Independente de meu pai, darei felicidade a minha pequena irmã”. A pega no colo, e começa a arrastar o corpo da mãe para fora da cama, e viu que havia muitos ferimentos em suas costas. – Garras de dragão – Pensou ele. Seu ódio cada vez mais o consumia e começou a imaginar a cena enquanto tentava puxar sua mãe para fora da cabana que agora estava imersa em chamas. Acontece que sua mãe ao proteger sua pequena filha no berço, levou garras nas costas por dragões que ainda eram jovens. Sua casa começou a cair e Noah ficou sem reação e percebeu que não ia conseguir levar sua mãe a tempo. Em um ultimo suspiro ela disse ao seu filho “Vá e me deixe, assim me sentirei honrada do filho que puis no mundo, assim verei a coragem do meu menino, vá e seja forte”. Ele começou a gritar novamente, e num ato de desespero que puxará sua mãe, escapou o braço e ele caiu para trás perto da porta. Sua vontade era imensa e não conseguia aceitar deixar a mãe ali deitada, até que Roal, um dos mais novos sábios do vilarejo o puxou para fora.

- Não, não deixe minha mãe lá, não deixe ela lá – Falava Noah, que ao mesmo tempo seus olhos começaram a brilhar de uma maneira estranha – Me solte Roal, me solte, me deixe, deixe eu pegar minha mãe!

- Sua mãe foi forte, aceite a realidade pequeno, você vai precisar superar a força dela. – Disse Roal, que escutava a cabana cair lentamente.

Noah não acreditava na cena que estava vendo, tinha apenas 12 anos e estava com muito medo e raiva. Olhou para cima e viu os dragões destruindo sua vila. Sua irmã ao ver o fogo, começou a chorar de maneira estridente. Em um breve período de raciocínio pensou que dragões não eram maldosos, e que eram raros naquele tempo.

- Noah, o que você viu aqui hoje, é o feito de uma nova era, o feito de uma era maligna. Eu não sei como te confortar, mas preciso te fazer chegar até seu pai, então por favor, tente esquecer por um momento, pegarei meu cavalo e por favor guie até Artband – Disse Roal aflito – Seu destino não é mais aqui. Mas aqui ficarei para o recomeço de nossa vila.

Correu para o estábulo, e pegou seu melhor cavalo. Treble era seu nome, conhecido como o cavalo de fogo, por sua velocidade incomparável na região. Colocou o menino com sua irmã no colo, que estava amarrada com um pedaço de pano laranja em volta de seu pescoço e começou a parar de chorar um pouco.

- Treble, não me desanime, voe como o vento, voe como o fogo. Leve esses meninos ao encontro do pai, leve-os para seus destinos. – Roal dizia e enviava o cavalo em direção a floresta Lith.

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